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Justiça mantém presa estudante de Medicina investigada por atropelar e matar idoso em Porto Velho

Prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia; investigada já havia sido presa por embriaguez ao volante em 2025.

02/07/2026 às 22h41 Atualizada em 02/07/2026 às 22h47
Por: Redação Fonte: G1
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A Justiça de Rondônia decidiu manter presa a estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, investigada por atropelar e matar o idoso Odair Brustolin, de 68 anos, após invadir com um carro uma residência em Porto Velho. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (2), quando a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

A prisão preventiva é uma medida que mantém o investigado preso antes do julgamento, sem prazo determinado. Ela é aplicada quando a Justiça entende que a liberdade do acusado pode comprometer as investigações, a ordem pública ou a aplicação da lei.

Como aconteceu o atropelamento

O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), em Porto Velho. De acordo com informações da Polícia Militar e relatos de testemunhas, Vitória Caroline teria discutido com pessoas na rua e tentado agredi-las.

Após a confusão, ela entrou no veículo e dirigiu em direção à residência onde as vítimas estavam. Imagens gravadas por moradores mostram que a estudante tentou atingir o imóvel uma primeira vez. Em seguida, deu marcha à ré, acelerou novamente e invadiu o portão da casa.

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Durante a invasão, o veículo atropelou Odair Brustolin, de 68 anos. O idoso chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Suspeita fugiu após o acidente

Depois do atropelamento, Vitória Caroline deixou o local antes da chegada da polícia. Equipes da Polícia Militar iniciaram buscas e receberam a informação de que ela estaria na casa de um amigo.

No endereço indicado, os policiais encontraram a estudante sentada na varanda. Segundo o proprietário da residência, ela pediu ajuda após afirmar que havia se envolvido em uma discussão no condomínio onde mora. Ainda conforme o relato, o pedido era para realizar serviços de lanternagem e pintura no carro.

O boletim de ocorrência informa que Vitória Caroline foi chamada pelos policiais para sair da residência. Ela atendeu ao pedido, mas apresentava comportamento considerado agressivo e bastante alterado. Em seguida, recebeu voz de prisão e foi encaminhada ao Departamento de Flagrantes.

A defesa da estudante foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização do caso.

Estudante já havia sido presa por embriaguez ao volante

A investigação também revelou que Vitória Caroline já havia sido presa por embriaguez ao volante em maio de 2025, também em Porto Velho.

Na ocasião, ela foi liberada após audiência de custódia, mas precisou cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares.

Posteriormente, a estudante firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instrumento previsto na legislação para crimes sem violência ou grave ameaça. Pelo acordo, ela reconheceu a prática do delito, pagou multa de aproximadamente R$ 1,5 mil e cumpriu as condições estabelecidas pelo Ministério Público.

Após o cumprimento das obrigações, as restrições judiciais foram revogadas em fevereiro deste ano e o processo foi arquivado em abril.

Ministério Público explica arquivamento do caso anterior

Em nota, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) informou que o acordo foi firmado em julho de 2025 após um acidente de trânsito.

Inicialmente, Vitória Caroline era investigada por lesão corporal, embriaguez ao volante e danos materiais em dois veículos. Segundo o órgão, ela indenizou a vítima e os proprietários dos carros, e a pessoa ferida optou por não apresentar representação criminal.

Com isso, permaneceu apenas a acusação de embriaguez ao volante. O MP destacou que a estudante não possuía antecedentes criminais na época e, após cumprir todas as condições previstas no acordo, o procedimento foi encerrado e arquivado.

A defesa da investigada também foi procurada para comentar o caso mais recente, mas ainda não havia apresentado posicionamento.

Texto: Redação

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