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Dia do Patrimônio Histórico Nacional: veja sete destinos em SP para visitar

Sete cidades paulistas têm museus, prédios antigos e casarios para o turista experienciar raízes e origens coloniais

17/08/2026 às 07h43
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Secom SP
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Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

O território paulista foi onde os primeiros colonizadores se estabeleceram, o que permite ao turista conhecer diversas construções remanescentes desde o “Brasil menino”, no século XVI, bem como museus e casarios antigos. Por isso, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) sugere sete destinos com passeios variados.

São Paulo

O Museu do Ipiranga , na zona sul da capital, reúne acervos que remontam à Independência (1822) e a boa parte da História brasileira. A escadaria possui globos com águas de rios brasileiros, o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, e relíquias da família imperial. O Museu é vasto e tem um jardim imenso para fazer valer todo o passeio para toda a família. Aberto de terça a domingo. Já no Butantã, na zona Oeste (Pça. Monteiro Lobato, s/n, aberto de terça a domingo), encontra-se a Casa do Bandeirante , cuja edificação, dos séculos XVII e XVIII, traz à tona o tempo dos tropeiros mercadores e dos pioneiros que seguiam o Tietê até os sertões, São Paulo adentro.

Relembrando a Revolução paulista, o Obelisco do Ibirapuera , de 72 m de altura, é o maior representante dos eventos de 1932 em todo o Estado. Trata-se de um mausoléu onde estão os restos de mais de 700 combatentes. Diante do Portão 3 do Parque Ibirapuera, fica aberto de segunda a domingo. No centro da capital, o Páteo do Collegio remonta às obras dos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, bem como aos primórdios da Vila de São Paulo de Piratininga, fundada em janeiro de 1554. No andar térreo, está a maquete da vila original e, em volta dela, mapas históricos contam a história paulista. O turista vai encontrar também um café e um museu com artefatos jesuítas no andar superior.

Bertioga

A primeira fortificação erigida em solo brasileiro tem DNA paulista. Em Bertioga, o Forte São João , conhecido no século XVI como Forte São Tiago, teve sua estrutura levantada em 1536, ainda feito de madeira; 15 anos depois, foi reconstruído em alvenaria, servindo como defesa militar contra piratas e ataques de tribos hostis. O padre Anchieta chegou a pernoitar no forte. Aberto de segunda a domingo, o forte situa-se na Av. Vicente de Carvalho, s/n, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e é administrado pela Prefeitura de Bertioga (a 116 km de São Paulo). Entrada gratuita.

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São Luiz do Paraitinga

Ao chegar ao Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga (a 176 km de São Paulo) pela rodovia Oswaldo Cruz, entre Taubaté e Ubatuba, a sensação é de entrar em uma cidade cenográfica. Com pousadas para os turistas, principalmente nas duas grandes e tradicionais festas locais (o Carnaval e a Festa do Divino Espírito Santo, quando a cidade fica lotada de gente), as reservas precisam ser feitas com um ano de antecedência. O casario é tombado pelo IPHAN, com fachadas alinhadas e multicoloridas, típicas do século XVIII, refletindo os ciclos dos comerciantes e o apogeu do café. Entre as atrações estão a Matriz e a Casa Oswaldo Cruz .

Santos

Para além do jardim da orla da praia de Santos — sua atração recordista —, a cidade também oferece a turistas e moradores um passeio às suas origens. O Engenho dos Erasmos (http://www.engenho.prceu.usp.br/), na Vila São Jorge, é um importante sítio arqueológico e foi um dos primeiros engenhos de açúcar a serem construídos no Brasil por ordem de Martim Afonso de Sousa, no século XVI. O prédio é administrado pela USP e tem visitação gratuita, de terça a sábado, mediante agendamento.

Já no Morro de São Bento, está o Museu de Arte Sacra de Santos (R. Santa Joana D’Arc, 795), no prédio do antigo Mosteiro de São Bento, do século XVII, anexo à Igreja de Nossa Senhora do Desterro, construída em 1631. São mais de 600 peças sacras de cunho popular e erudito que vão do século XVI ao XX, além de pinturas, esculturas e objetos litúrgicos. A imagem mais antiga do Brasil está no Museu: a de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1560.

Santana de Parnaíba

Estabelecida por volta de 1580, a aconchegante Santana de Parnaíba (a 42 km de São Paulo) é uma das localidades mais antigas do interior paulista. Seu Centro Histórico contém um casario variado, sendo o mais bem preservado conjunto arquitetônico colonial do estado, composto por mais de 200 belas edificações tombadas. O traçado inicial da Matriz, por exemplo, é também de 1580, em honra a Santa Ana (daí o nome da cidade) e, próximo a ela, ao lado do largo da igreja, está o Museu Anhanguera (https://www.santanadeparnaiba.sp.gov.br/noticias_13/materias/2017/02_10_complex_cultural.html), cujo acervo bandeirante proporciona uma verdadeira volta ao tempo. O Complexo Cultural funciona de terça a domingo, com visita monitorada para grupos. Restaurantes com deliciosa gastronomia e lojinhas nas redondezas completam o simpático passeio.

Bananal

Monteiro Lobato escreveu sobre as cidades do Vale do Paraíba, onde o café floresceu entre 1830 e 1880. Bananal, que fica a 306 km da capital, em plena Serra da Bocaina, faz fronteira com o Rio de Janeiro e surgiu no final do século XVIII, na época dos tropeiros. A cidade cresceu por conta das fazendas de café, cujos casarões tombados fazem a alegria dos turistas. A Fazenda Boa Vista, por exemplo, funciona como hotel-fazenda, foi fundada em 1780 e serviu de cenário para novelas como Cabocla, Sinhá Moça e Saramandaia. Outras atrações são a estação ferroviária, a Pharmácia Popular (a mais antiga em funcionamento no Brasil), além do próprio Centro Histórico de Bananal.

Iguape

Além das grandes festas que acontecem na cidade (o Carnaval e a Festa do Bom Jesus de Iguape, em agosto), o Centro Histórico de Iguape reúne o maior conjunto de casario colonial e de ruas estreitas com paralelepípedos do estado. A estância de Iguape é uma das mais antigas cidades do Brasil, está localizada no Lagamar (litoral sul de São Paulo, a 201 km da capital) e tem arquitetura do século XVIII. O Museu Municipal de Iguape abrange a primeira Casa de Fundição do País, de 1630. Já a Igreja Matriz, a Basílica, é de 1780, e seu largo abriga lanchonetes, restaurantes e lojas. Há outras igrejas na cidade, como as de São Benedito e a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Dia do Patrimônio Histórico Nacional

A data homenageia o historiador Rodrigo Melo de Andrade. Nascido em Minas Gerais em 17 de agosto de 1898, ele foi o maior responsável pelo Patrimônio Cultural no Brasil, consolidando juridicamente o tema e tendo sido o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de 1937 a 1967. O dia serve como alerta para que sejam implementadas políticas nacionais para a preservação artístico-cultural no País.

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