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Tecnologia Starlink

Starlink deixa de vender antenas em alguns países e aposta em aluguel do equipamento

Mudança elimina custo inicial da compra, mas clientes terão cobrança mensal adicional e taxa de instalação.

14/06/2026 11h28
Por: Rodrigo Moraes
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A Starlink, empresa de internet via satélite controlada pelo bilionário Elon Musk, anunciou uma mudança significativa em seu modelo de negócios nos Estados Unidos, México e Canadá. A companhia deixará de vender antenas de forma avulsa para novos clientes e passará a disponibilizar o equipamento em regime de comodato, mediante cobrança adicional na mensalidade.

A decisão surpreendeu o mercado, já que a compra da antena sempre foi um dos requisitos para contratação do serviço. Atualmente, o equipamento custa cerca de US$ 499 no mercado norte-americano e continua sendo adquirido separadamente pelos usuários brasileiros.

Como funcionará o novo modelo

Em vez de desembolsar o valor integral da antena, os clientes passarão a pagar uma taxa mensal adicional estimada em US$ 10 incorporada ao plano contratado. Além disso, haverá uma taxa de instalação de aproximadamente US$ 199 para receber o equipamento em comodato.

A única exceção é o plano Max, avaliado em cerca de US$ 130 por mês, que isenta o consumidor da cobrança da taxa de instalação.

Reações divididas entre consumidores

Embora a novidade reduza o custo inicial para adesão ao serviço, a medida tem gerado críticas entre usuários norte-americanos. Parte dos consumidores argumenta que, ao longo do tempo, o valor adicional pago mensalmente poderá superar o preço da antena anteriormente vendida, sem que haja redução futura na assinatura.

Por outro lado, especialistas avaliam a mudança como uma estratégia para ampliar a base de clientes e aumentar a receita recorrente da empresa. A medida também é vista como um movimento importante diante das expectativas sobre uma futura abertura de capital da Starlink nos Estados Unidos.

E no Brasil?

A Starlink segue em forte expansão no mercado brasileiro, onde já ultrapassou a marca de um milhão de clientes. Apesar disso, a empresa ainda não anunciou previsão para adotar o novo modelo de comodato no país.

Por enquanto, os consumidores brasileiros continuam precisando adquirir a antena e, posteriormente, contratar um dos planos de internet oferecidos pela companhia. Caso a estratégia seja bem-sucedida na América do Norte, a expectativa é que ela possa ser expandida para outros mercados nos próximos anos.

Texto: Redação 

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