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Fim da escala 6x1 demanda planejamento das empresas

Especialista da SISQUAL® WFM explica os desafios operacionais, legais e estratégicos que as empresas podem enfrentar com a possível adoção da jorna...

12/06/2026 14h01
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Agência Dino
Imagem do Magnific/DC Studio
Imagem do Magnific/DC Studio

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 27 de maio, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de folga.

A medida substitui o atual modelo de escala 6x1, que prevê até 44 horas de trabalho por semana e apenas um dia de descanso. O texto também estabelece um período de adaptação para a nova regra e determina a criação de legislações específicas para atender às particularidades de determinadas categorias profissionais. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Diante da possível transição de jornadas, José Pedro Fernandes, vice-presidente executivo da SISQUAL® WFM, afirma que o principal desafio é adequar a operação ao novo modelo de trabalho sem comprometer a eficiência. De acordo com ele, migrar de uma escala 6x1 para 5x2 exige equilibrar a cobertura de turnos, evitar lacunas na operação e, ao mesmo tempo, manter níveis de serviço consistentes.

"Isso normalmente implica rever dimensionamento de equipes, redistribuir carga de trabalho e, em muitos casos, aumentar a complexidade na gestão de folgas e horas extras. Outro ponto crítico é garantir previsibilidade num cenário em que a demanda não necessariamente diminui junto com a redução de dias trabalhados", detalha.

O profissional também ressalta que muitas empresas associam essa mudança apenas à área trabalhista. Porém, a reorganização da jornada deve ser vista como uma decisão estratégica, já que ela impacta diretamente custos, produtividade e qualidade dos serviços prestados.

Segundo ele, não se trata apenas de conformidade legal, mas de como a empresa estrutura sua capacidade operacional. "Alterações na escala influenciam desde a necessidade de contratação adicional até o nível de satisfação dos funcionários e retenção de talentos. Ou seja, é uma decisão que afeta o negócio como um todo, e não apenas o cumprimento de regras", observa.

Mudança exige planejamento estratégico

Entre os principais riscos legais relacionados à adoção de novos modelos de jornada sem um planejamento adequado, José Pedro destaca o descumprimento dos limites legais de jornada, a geração indevida de horas extras, falhas no controle dos períodos obrigatórios de descanso e inconsistências em relação aos acordos coletivos.

Além disso, ele reforça que a falta de rastreabilidade adequada pode expor as empresas a passivos trabalhistas significativos, multas e disputas judiciais. "Em ambientes regulatórios como o brasileiro, pequenas falhas de gestão podem se transformar rapidamente em riscos jurídicos relevantes", alerta.

Como o WFM apoia a transição de jornadas

Nesse cenário, o executivo afirma que as ferramentas de Gestão da Força de Trabalho (da sigla em inglês WFM, workforce management) podem ajudar as empresas a planejar, simular e validar diferentes cenários de escala antes de colocá-los em prática. Isso permite antecipar os impactos das mudanças, prever custos adicionais, ajustar o dimensionamento das equipes e garantir que as regras legais sejam respeitadas automaticamente.

Segundo o profissional, as soluções de WFM ampliam a visibilidade da operação em tempo real, facilitando decisões mais rápidas e baseadas em dados, o que reduz riscos e melhora a eficiência operacional.

Na prática, a tecnologia ajuda a garantir o cumprimento dos limites de jornada, dos períodos mínimos de descanso entre turnos, das folgas obrigatórias e, quando aplicável, do controle do banco de horas.

Outro aspecto importante, conforme destaca José Pedro, é a capacidade de gerar registros auditáveis e relatórios detalhados, que reforçam a transparência e servem como evidência em processos de fiscalização e auditoria. "Em um contexto regulatório dinâmico, o WFM não atua apenas como uma ferramenta de gestão de horários, mas como um instrumento de mitigação de riscos e suporte estratégico à gestão da força de trabalho", afirma.

Com duas décadas de experiência no modelo 5x2 na Europa e uma ferramenta adaptada ao mercado brasileiro há 15 anos, a SISQUAL WFM aposta na customização do serviço. Segundo o vice-presidente executivo da companhia, o histórico acumulado permite simular a realidade de cada empresa para entregar soluções específicas para cada demanda de escala.

Setores contínuos exigem atenção redobrada

Em setores que dependem de operação contínua, como varejo, saúde e indústria, o executivo afirma que o principal cuidado durante essa transição é não comprometer a continuidade das atividades. De acordo com ele, é essencial garantir cobertura total dos turnos, especialmente em horários de pico ou em operações críticas.

Outro ponto importante é o planejamento preciso da distribuição das equipes para evitar sobrecarga de trabalho e aumento excessivo de horas extras. "Além disso, a transição precisa ser gradual e baseada em dados, de forma a testar impactos antes de mudanças estruturais definitivas, sempre com atenção rigorosa à conformidade legal e aos acordos coletivos em vigor", acrescenta.

Flexibilidade e dados moldam o futuro do trabalho

De olho nas recentes transformações das jornadas de trabalho, a SISQUAL® WFM observa uma tendência crescente de maior flexibilidade e personalização das escalas, aliada ao avanço da automação na gestão da força de trabalho. Segundo José Pedro Fernandes, também há um fortalecimento do uso de dados na tomada de decisões, com organizações buscando antecipar cenários e planejar estratégias de forma mais proativa, em vez de apenas reagir às mudanças.

"Outro ponto importante é a crescente preocupação com bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, que está se tornando um fator estratégico na retenção de talentos", conclui.

Para mais informações, basta acessar: www.sisqualwfm.com.

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