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Política Eleições

“Vou substituir o Flávio como o único candidato de direita”, diz Renan

Presidente do Missão descartou ser um candidato “de terceira via”

11/06/2026 20h44
Por: Rodrigo Moraes
O Antagonista
O Antagonista

O presidente nacional do Missão, Renan Santos, afirmou que não se considera um candidato de “terceira via” e declarou que pretende ocupar o espaço de principal representante da direita nas próximas eleições presidenciais.

Em entrevista ao SBT News, Renan afirmou acreditar que possui mais condições políticas do que outros pré-candidatos do campo conservador. Segundo ele, além de ter maior capacidade de comunicação, conta com a vantagem de comandar o próprio partido, o que lhe garante independência para definir estratégias e posicionamentos.

Durante participação em um evento promovido pela Genial Investimentos, na quarta-feira (10), o presidenciável também direcionou críticas ao mercado financeiro e ao bolsonarismo. Ele afirmou que parte da elite econômica continuou apoiando o ex-presidente Jair Bolsonaro mesmo após medidas que, em sua avaliação, demonstraram falta de compromisso com a responsabilidade fiscal.

Renan ainda fez ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), citando supostas ligações políticas e defendendo que os eleitores avaliem cuidadosamente essas relações ao escolher seus representantes.

Como parte de sua estratégia eleitoral, o dirigente do Missão destaca sua trajetória de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT), lembrando a atuação do Movimento Brasil Livre (MBL) durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O pré-candidato afirma que sua campanha será baseada em dois pilares principais: ajuste fiscal e combate ao crime organizado. Entre as propostas apresentadas estão a redução de emendas parlamentares, revisão de despesas públicas vinculadas ao salário mínimo e ampliação do programa de privatizações, mantendo, porém, a Petrobras sob controle estatal por considerá-la estratégica.

Na área da segurança pública, Renan defende mudanças na legislação para endurecer o combate às organizações criminosas, incluindo medidas inspiradas no chamado “direito penal do inimigo”, tese jurídica que prevê tratamento diferenciado para integrantes de grupos criminosos e terroristas.

Questionado sobre a economia, o pré-candidato afirmou que pretende escolher um ministro com perfil fiscalista e capacidade de articulação política. Entre os nomes citados por ele estão o deputado federal Kim Kataguiri, o investidor João Landau e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Apesar de aparecer à frente de alguns ex-governadores em pesquisas recentes, Renan ainda registra índices modestos de intenção de voto. Levantamento Genial/Quaest divulgado recentemente aponta o candidato com 3% das preferências no primeiro turno, distante de Flávio Bolsonaro, que aparece com 38%.

Mesmo diante do cenário, Renan demonstra confiança. Segundo ele, sua meta é consolidar alianças, ampliar a exposição nacional e superar os demais nomes da direita ao longo da campanha.

Texto: Redação 

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