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Ação leva diagnóstico e tratamento da malária a centro de acolhimento na Bacia Leiteira

Ação reforça o combate à doença em uma das regiões com maior número de casos em Porto Velho

06/11/2026 às 12h01
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
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Aumento dos casos de malária reforça a necessidade de atenção à saúde na região da Bacia Leiteira
Aumento dos casos de malária reforça a necessidade de atenção à saúde na região da Bacia Leiteira

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizou nesta quinta-feira (5) uma ação de diagnóstico, tratamento e prevenção da malária na região da Bacia Leiteira. A atividade aconteceu no Ramal dos Botos, na Casa de Acolhimento Árvore da Vida, em alusão ao Dia da Eliminação da Malária nas Américas, celebrado em 6 de novembro.

Com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de uma instituição de ensino superior, foram oferecidos serviços de diagnóstico, tratamento e orientações sobre a prevenção da doença, aproximando o atendimento de pessoas que enfrentam dificuldades para chegar até as unidades de saúde.

A acolhida Sônia Cavalcante destacou a importância da presença das equipes na comunidade, especialmente para quem não tem facilidade de deslocamento até a área urbana.

“Às vezes, adoecem muitas pessoas e não temos condições de ir até a cidade. Ter esse pessoal aqui é muito bom”,relatou Sônia.

Para o presidente da Casa de Acolhimento Árvore da Vida, José Francisco, a presença dos profissionais representa uma oportunidade importante para pessoas que enfrentam situações de vulnerabilidade e precisam de assistência.

“Muitas das pessoas que recebemos aqui vieram de situações de vulnerabilidade e não têm condições de buscar atendimento. Esse trabalho é muito importante e não acontece só hoje. As equipes estão sempre presentes”.

Ação de combate à malária leva atendimento e orientações aos moradores da região da Bacia Leiteira
Ação de combate à malária leva atendimento e orientações aos moradores da região da Bacia Leiteira

A acolhida Sônia Cavalcante também agradeceu o atendimento oferecido pela equipe de saúde.

“Às vezes, não temos como sair daqui para fazer os exames. Eu fico emocionada e feliz porque a gente recebe essa atenção da Semusa. Só tenho gratidão”.

REGIÃO EXIGE ATENÇÃO

De acordo com o boletim epidemiológico da Semusa, Porto Velho registrou 3.742 casos de malária entre janeiro e 29 de outubro de 2026, um aumento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A Bacia Leiteira lidera o levantamento das localidades com mais registros, com 193 casos.

Os números reforçam a necessidade de manter ações de vigilância, diagnóstico e tratamento nas comunidades da região, onde o acesso aos serviços de saúde pode ser dificultado pelas distâncias.

Para o prefeito Léo Moraes, a iniciativa reforça a importância de aproximar os serviços de saúde da população, principalmente das comunidades mais afastadas.

“Nosso compromisso é fazer a saúde chegar a quem mais precisa, inclusive nas comunidades mais afastadas. O combate à malária exige presença, prevenção e acesso ao diagnóstico e tratamento”, destacou o prefeito.

Ações contínuas de combate à malária reforçam a prevenção e o diagnóstico precoce na Bacia Leiteira
Ações contínuas de combate à malária reforçam a prevenção e o diagnóstico precoce na Bacia Leiteira

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, explicou que a Bacia Leiteira é considerada prioritária para as ações de enfrentamento à doença.

“Nosso trabalho aqui é contínuo. Temos profissionais que percorrem os ramais diariamente, realizando diagnóstico e tratamento. Hoje, estamos reforçando essa busca ativa para interromper a cadeia de transmissão da malária”.

TRABALHO PERMANENTE

A mobilização integra as estratégias de vigilância e enfrentamento à malária desenvolvidas pela Semusa. Além dos atendimentos na Casa de Acolhimento Árvore da Vida, as equipes mantêm ações regulares nas comunidades da Bacia Leiteira, com previsão de ampliar as atividades para outras instituições e moradores da região.

A malária tem cura, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e interromper a transmissão. Ao apresentar sintomas como febre, calafrios e dor de cabeça, a orientação é procurar atendimento de saúde para avaliação e realização dos exames necessários.

O diagnóstico e o tratamento da malária são gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que a população tenha acesso à assistência necessária.

Texto:Helen Paiva

Fotos:Hellon Luíz

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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