
O histórico Cemitério da Candelária, em Porto Velho, foi alvo de atos de violação e danos ao patrimônio. No local, foram identificadas lápides removidas e áreas com sinais de escavação, em uma situação que representa desrespeito à memória de pessoas que fizeram parte da história da capital rondoniense.
Um boletim de ocorrência foi registrado, e as investigações foram iniciadas para identificar os responsáveis. A situação também foi comunicada aos órgãos competentes, entre eles o Ministério Público de Rondônia (MPRO), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal.
MEMÓRIA DE PORTO VELHO
Construído por volta de 1908, durante as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Cemitério da Candelária guarda parte importante da história de Porto Velho. O espaço está ligado à presença de trabalhadores e personagens que participaram de um dos períodos mais marcantes da formação da cidade.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância de preservar o patrimônio histórico e valorizar os espaços que fazem parte da identidade da população.

“Respeitar o patrimônio histórico é respeitar a nossa própria história. Nossa gestão tem trabalhado para recuperar e valorizar esses espaços, como demonstramos com o retorno do trem da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. São iniciativas que aproximam a população da sua história e ajudam a preservar esse legado para as próximas gerações”.
A preservação do Cemitério da Candelária também envolve o cuidado com os túmulos e demais estruturas que ajudam a contar a história dos trabalhadores ligados à construção da ferrovia. Os danos identificados no local reforçam a necessidade de medidas de conservação e proteção desse patrimônio.
O secretário executivo de Turismo da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), Aleks Palitot, lamentou o ocorrido e ressaltou a importância histórica das pessoas sepultadas no cemitério.
“A gente fica triste que pessoas vieram aqui desrespeitaram a memória desses personagens que são os verdadeiros destemidos pioneiros e tiveram suas histórias, trajetórias desrespeitadas com os túmulos violados”.

O episódio chama a atenção para a preservação de um espaço que reúne registros da formação de Porto Velho. Além dos danos materiais, a violação dos túmulos compromete elementos que ajudam a manter viva a memória das pessoas sepultadas no local.
PROJETO PREVÊ REVITALIZAÇÃO E PROTEÇÃO DO ESPAÇO
A Prefeitura de Porto Velho aguarda autorização do Iphan para dar andamento a um projeto de revitalização do Cemitério da Candelária e da área das locomotivas, espaços reconhecidos por sua importância histórica e pela relação com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A proposta foi apresentada ao órgão no ano passado.
O projeto prevê a construção de uma guarita com banheiro, implantação de vigilância, cercamento e iluminação do cemitério, além de outras intervenções. As medidas buscam ampliar a segurança, prevenir novas ocorrências e melhorar as condições de conservação do patrimônio.
A execução das melhorias depende da autorização do Iphan, responsável pela análise das intervenções propostas. Enquanto isso, a ocorrência registrada no cemitério segue sob investigação para identificar os responsáveis pelos danos.
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Texto: André Oliveira
Fotos:Hellon Luiz
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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