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Codec detalha funcionamento da ZPE de Barcarena ao setor produtivo

Reunião aprofundou informações para avaliações industriais; protocolo assinado em 18 de outubro prevê estudos para programa de bioeconomia no Pará

22/10/2026 às 10h01
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
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Reunião apresentou projeto da Zona de Processamento de Exportação de Barcarena

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), apresentou, nesta quarta-feira (21), o funcionamento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena à Track Gains Soluções Sustentáveis.

A reunião online deu continuidade ao acompanhamento de uma proposta agroindustrial de macaúba e abordou consultas sobre outros segmentos ligados à transição energética.

O atendimento foi conduzido pelo diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues, com a participação do assessor da diretoria, Evandro Diniz, e da gerente de Atendimento a Novos Negócios da Diretoria de Atração de Investimentos, Sabrina Sena. Pela empresa, participaram Tiago Almeida, diretor da Track Gains, e Macário Roberto, integrante do grupo Track.

Em dois encontros anteriores, a companhia conheceu a proposta de cultivo e processamento de macaúba, incluindo a participação da agricultura familiar, e discutiu possibilidades de industrialização e exportação. Nesta nova agenda, solicitada pela empresa, o diálogo aprofundou as informações sobre a ZPE para subsidiar as avaliações dos interessados.

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Pádua Rodrigues apresentou o mapa da área, os acessos e as condições a serem consideradas na instalação de unidades industriais. A localização junto à PA-483, a conexão com a Alça Viária e a proximidade com o Complexo Portuário de Vila do Conde estiveram entre os aspectos abordados para os estudos de logística.

“Nosso trabalho é apresentar as alternativas e orientar a análise de cada projeto. A localização, os acessos, a proximidade com o porto e as etapas de processamento precisam ser avaliados em conjunto para identificar as condições mais adequadas à instalação da atividade industrial”, destacou Pádua Rodrigues.

Processamento e mercados

Sobre o projeto da macaúba, os representantes da Track Gains explicaram que a primeira etapa industrial proposta contempla o esmagamento do fruto e a extração de óleo bruto destinado à exportação, com perspectivas de comercialização nos mercados europeu e asiático.

O refino e a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, foram discutidos como possibilidades para uma etapa posterior, ainda sujeitas a estudos de viabilidade. A conversa tratou da organização das unidades e do transporte entre as áreas de produção agrícola, processamento e embarque.

A empresa também relatou consultas de um grupo internacional interessado em avaliar oportunidades nos segmentos de motocicletas elétricas, sistemas de armazenamento de energia em baterias, carregadores veiculares e fertilizantes.

Reunião detalhou projeto da ZPE de Barcarena

Para as propostas com foco no mercado brasileiro, a Codec apresentou o Distrito Industrial de Barcarena como alternativa a ser examinada. Foram esclarecidas as diferenças entre as possibilidades de instalação na ZPE e nas demais áreas do distrito, conforme o perfil de cada empreendimento.

Evandro Diniz abordou a presença de indústrias na região e as possibilidades de relacionamento com cadeias produtivas existentes. Sabrina Sena apresentou informações sobre incentivos estaduais e indicou a necessidade de consultas aos órgãos responsáveis para avaliar as condições aplicáveis a cada atividade.

Cooperação para estudos de bioeconomia

O relacionamento institucional entre a Codec e a Track Gains também resultou na assinatura de um protocolo de intenções, em 18 de setembro. O documento prevê cooperação para levantamentos técnicos e socioeconômicos destinados aos estudos de um Programa Integrado de Bioeconomia e Descarbonização no Pará.

O protocolo tem alcance mais amplo que o atendimento sobre a ZPE. A proposta considera uma cadeia agroindustrial baseada na macaúba, com possibilidade de avaliação de outras matérias-primas com potencial energético, além da recuperação produtiva de áreas degradadas. As regiões de Paragominas, Baixo Tocantins e Barcarena são referências iniciais para os levantamentos.

A participação da Codec envolve apoio institucional, apresentação de alternativas de áreas e aproximação com municípios, órgãos públicos, entidades do setor produtivo e instituições de ensino e pesquisa. Está prevista a interlocução com o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá para conhecimento de pesquisas relacionadas ao programa.

O documento contempla a valorização dos trabalhadores locais e a participação de fornecedores paraenses, com a perspectiva de associar o aproveitamento industrial de matérias-primas à geração de emprego, renda e oportunidades de negócios no Estado.

Como continuidade do atendimento, foi discutida a possibilidade de uma visita ao Pará, aproveitando uma viagem de representantes do grupo internacional ao Brasil, prevista para novembro. A agenda local ainda será alinhada. A definição dos investimentos e a eventual implantação das unidades dependerão dos resultados dos estudos.

Texto: Thais Menezes / Ascom Codec

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