O Hospital Ipiranga , unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, mantém um ambulatório especializado no diagnóstico e tratamento de doenças dermatológicas em pessoas negras, pardas, indígenas e de ascendência asiática.
Criado há mais de dois anos, o Ambulatório de Pele Étnica considera as diferenças na forma como lesões e outros sinais clínicos podem se manifestar conforme o tom e as características da pele. O atendimento especializado favorece a identificação precoce das doenças e a definição do tratamento mais adequado para cada paciente.
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O serviço funciona às terças-feiras e conta com quatro dermatologistas especializados. O acesso é feito por encaminhamento pela central de regulação estadual.
A iniciativa atende a uma parcela expressiva da população da capital. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 4,98 milhões de moradores da cidade de São Paulo se declararam pretos ou pardos, o equivalente a 43,5% da população. O município também reúne 238,6 mil pessoas que se declararam amarelas e 17,7 mil indígenas.
“Algumas doenças podem apresentar sinais diferentes conforme o tipo e o tom da pele. Conhecer essas particularidades é fundamental para aumentar a precisão do diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado”, afirma o professor Cristiano Horta, dermatologista e chefe do programa de residência médica em Dermatologia do Hospital Ipiranga.
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