
Um ano após receber um aporte seed de R$ 3,4 milhões do Fundo GovTech (gerido pela KPTL e Cedro Capital), a GRTS Digital, startup que atua na transformação digital das relações trabalhistas e sindicais no Brasil, multiplicou sua base de clientes por mais de 16 vezes, superando a marca de 1 mil empresas atendidas entre grandes corporações e escritórios contábeis em todo o território nacional. Atuando no segmento de inteligência artificial para a gestão do mundo do trabalho, projeta encerrar 2026 com ponto de equilíbrio financeiro, utilizando apenas metade do capital captado.
A companhia transita simultaneamente por três frentes de inovação: GovTech, ao operar sobre dados públicos de instrumentos coletivos; HRTech, ao servir as áreas de RH e Departamento Pessoal das empresas; e LegalTech, ao automatizar a análise de conformidade e a mitigação de riscos jurídicos trabalhistas. Esse posicionamento se reflete no próprio quadro de investidores da startup.
Com crescimento acima do planejado, a companhia revisou suas projeções financeiras: prevê alcançar, ao final de 2026, R$ 30 milhões em receita recorrente anual (ARR, métrica usada principalmente por empresas de software baseada em assinaturas mensais, que projeta quanto a empresa receberia em um ano se a receita mensal recorrente atual permanecesse constante). A expectativa é, ainda, superar R$ 50 milhões em 2027 e atingir R$ 100 milhões em três anos.
"Os indicadores atuais nos obrigaram a rever nossa estratégia. Ficou claro que podemos superar R$ 200 milhões de faturamento em curto tempo, pois, embora líderes, temos apenas 1% do mercado potencial", afirma Uirá Menezes, CEO da GRTS Digital.
Digitalização de 100% da operação trabalhista e sindical
O escopo de atuação da GRTS Digital consiste na digitalização de ponta a ponta da operação no segmento do mundo do trabalho — do monitoramento de negociações coletivas até as análises de conformidade das obrigações de fazer e pagar. A tecnologia é baseada na Norma, inteligência artificial especialista em relações trabalhistas e sindicais que mapeia cláusulas de instrumentos coletivos, aponta conformidade legal, indica graus de risco, sugere ações de mitigação e gera relatórios operacionais e executivos.
O motor de IA opera sobre o maior ativo de dados do setor: uma base proprietária com mais de 500 mil instrumentos coletivos de trabalho e 17 milhões de cláusulas — a principal barreira competitiva da empresa. A tecnologia reduz erros de parametrização em folhas de pagamento, uma das maiores fontes do passivo trabalhista das companhias. Segundo dados da Justiça do Trabalho, as empresas brasileiras pagaram cerca de R$ 97 bilhões em sentenças trabalhistas nos últimos dois anos.
"Validamos nossa plataforma com grandes empresas e expandimos o mercado com escritórios contábeis e empresas de serviços de terceirização de folha. Aceleramos nossas soluções de IA para o modelo Service as Software (modelo de negócios em que a empresa entrega o trabalho executado, de acordo com a necessidade do cliente)", afirma Menezes.
Integração com os maiores sistemas de folha do país
Para ampliar a distribuição da tecnologia, a GRTS Digital estabeleceu parcerias estratégicas com empresas como Thomson Reuters (via software Domínio), Apdata e Sênior Sistemas. Os parceiros atuam como canais de venda que disponibilizam as soluções de inteligência artificial da GRTS Digital integradas diretamente aos seus respectivos sistemas de folha de pagamento — posicionando a startup como uma camada de IA embarcada na infraestrutura de RH nacional.
"A partir das parcerias com as maiores empresas de tecnologia para RH, passamos a atuar de forma integrada com os maiores sistemas de folha do país, com o potencial de reduzir a geração de bilhões em passivos trabalhistas pagos pelas empresas todos os anos", explica Fernando Bueno, executivo responsável pela estratégia de crescimento da GRTS Digital.
Segundo Bueno, as parcerias têm como pilares a integração com os sistemas de folha e a aceleração de vendas na base desses parceiros, o que deve elevar a base para mais de 5 mil clientes em 2027. "Nossa relação LTV/CAC (receita gerada ao longo do tempo pelo custo de aquisição do cliente) superou 4,5 e praticamente não temos cancelamentos", afirma.
"Chegamos ao ponto de equilíbrio usando metade do valor que levantamos em nossa primeira rodada. Vamos ao mercado para acelerar uma janela — sermos a camada de IA trabalhista embarcada nos maiores sistemas de RH do Brasil", completa Bueno.
Um formação societária que reflete as três frentes de atuação
A composição de sócios fundadores que trazem uma longa experiência neste mercado com investidores com perfis complementares reforça seu posicionamento único. A empresa é investida pelo Fundo GovTech — cogerido pela KPTL, uma das principais gestoras de venture capital de deep tech do Brasil, e pela Cedro Capital, e reconhecido como o primeiro fundo dedicado a govtechs da América Latina — e conta também com a Aleve LegalTech Ventures, primeira venture builder focada em legaltechs do país. "A convergência entre um fundo govtech e uma venture builder de legaltech no mesmo cap table é inédita e traduz a atuação da GRTS nas três frentes: governo, RH e jurídico", destacou Bueno.
A GRTS Digital apresentará sua nova solução de IA para apoiar os especialistas do mundo do trabalho, de ponta a ponta, em suas negociações sindicais em agosto, durante o IV Encontro Trabalhista - evento presencial voltado para grandes empresas e que acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto, no Cubo Itaú, em São Paulo. Os ingressos estão esgotados, com mais de 300 executivos das maiores empresas do país.
Sobre a GRTS Digital
Startup que atua na transformação digital das relações trabalhistas e sindicais no Brasil, sendo a única a transitar simultaneamente pelos mercados de GovTech, HRTech e LegalTech. A plataforma utiliza inteligência artificial para o processamento de convenções coletivas e a parametrização da folha de pagamento. A empresa atende organizações de grande porte — como a Unilever, onde registrou 99% de acurácia nos lançamentos corporativos —, além de escritórios de contabilidade e empresas de BPO. É investida pelo Fundo GovTech (KPTL e Cedro Capital) e pela Aleve LegalTech Venture.
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