
A Polícia Federal (PF) deu início, nesta segunda-feira (20), ao esquema de segurança destinado aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O serviço será disponibilizado aos postulantes que tiverem suas candidaturas homologadas em convenções partidárias e solicitarem formalmente a proteção.
Entre os presidenciáveis que já confirmaram à imprensa que irão requisitar a escolta da PF estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contará com um esquema de segurança integrado entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O senador Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, seguirá utilizando a estrutura de segurança da Polícia Legislativa do Senado, sem necessidade de aderir ao serviço oferecido pela PF.
Mais de 600 agentes capacitados
As equipes responsáveis pela proteção dos candidatos serão formadas por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. De acordo com a Diretoria de Proteção à Pessoa da Polícia Federal, mais de 600 servidores receberam treinamento entre 2025 e 2026, sendo que até 458 profissionais poderão ser mobilizados durante o período eleitoral.
Antes da definição das equipes, a PF realizou uma análise de risco para enquadrar os candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. Apesar dessa classificação, a instituição afirma que todos os presidenciáveis receberão tratamento igualitário, seguindo critérios exclusivamente técnicos.
Investimento estimado em R$ 95 milhões
A Polícia Federal estima investir cerca de R$ 95 milhões na operação de segurança para até dez candidaturas à Presidência da República.
Os recursos serão destinados à mobilização de efetivo, logística e aquisição de equipamentos de proteção, incluindo: veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas.
Monitoramento em tempo real
Toda a operação será coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, responsável por acompanhar em tempo real os deslocamentos e compromissos dos candidatos, permitindo respostas rápidas a eventuais ocorrências.
A PF informou ainda que o trabalho será realizado em integração com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando garantir a proteção dos candidatos com o menor impacto possível sobre a rotina das campanhas eleitorais.
Texto: Redação
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