
A apresentação do Projeto de Lei nº 3.276/2025, de autoria do deputado federal Dr. Fernando Máximo (União Brasil-RO), que propõe a distribuição gratuita do medicamento Mounjaro pelo Sistema Único de Saúde (SUS), repercutiu nas redes sociais e passou a dividir a opinião dos eleitores.
Embora a proposta tenha sido apresentada como uma iniciativa voltada ao combate da obesidade e do diabetes tipo 2, parte da população avalia que o anúncio ocorre em um momento de forte movimentação política para as eleições que se aproximam. Nas redes sociais, alguns eleitores classificaram a iniciativa como uma estratégia para fortalecer a imagem do parlamentar perante o eleitorado.
Entre as críticas, há quem questione se o projeto conseguirá avançar no Congresso Nacional ou se permanecerá apenas como uma proposta legislativa sem efetiva implementação. Também há cobranças para que medidas dessa natureza sejam acompanhadas de estudos sobre impacto financeiro e viabilidade de execução pelo SUS.
Por outro lado, apoiadores do deputado defendem que a iniciativa representa uma alternativa importante para ampliar o acesso de pacientes de baixa renda a um tratamento considerado inovador, especialmente após a aprovação da tirzepatida para tratamento da obesidade pela Anvisa.
Independentemente das diferentes avaliações, o projeto reacende o debate sobre o uso de propostas de grande apelo popular em períodos que antecedem as eleições, quando parlamentares costumam intensificar a apresentação de projetos e ações voltadas à visibilidade política.
Caso seja aprovado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e posteriormente sancionado pela Presidência da República, o programa poderá integrar as políticas públicas do SUS para prevenção e tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Texto: Redação
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