A votação ocorreu sob regime de urgência, dividindo opiniões nos bastidores políticos da cidade e gerando debates acalorados sobre os impactos financeiros.
Abaixo, explicamos em detalhes o que muda, os novos valores e quando as alterações começam a valer para cada cargo.
Novo salário dos secretários municipais de Vilhena
O projeto que altera os vencimentos dos secretários municipais prevê um aumento imediato.
Novo valor: R$ 14.000,00 brutos.
Valor anterior: R$ 7.900,00 brutos.
Vigência: A partir de julho de 2026.
Placar da votação: 11 votos favoráveis e 1 voto contrário (do vereador Samir Ali). O presidente Celso Machado não votou, pois o regimento só prevê manifestação em caso de empate.
Justificativa oficial: De acordo com o texto aprovado, a remuneração estava defasada desde 2014. A justificativa aponta que o aumento é um "instrumento de boa governança e eficiência administrativa", necessário para atrair e reter profissionais qualificados em pastas estratégicas como Saúde, Educação e Fazenda.
Salário dos vereadores sobe para R$ 17 mil a partir de 2029
Diferente dos secretários, o novo subsídio fixado para os parlamentares não entra em vigor de imediato, beneficiando apenas a próxima legislatura.
Novo valor: R$ 17.000,00.
Valor atual: R$ 10.000,00 (além de R$ 1.400,00 de auxílio-alimentação, totalizando R$ 11,4 mil).
Vigência: A partir de janeiro de 2029 (Legislatura 2029/2032).
Placar da votação: 9 votos favoráveis e 4 contrários (Oziane Germiniano, Samir Ali, Eliton Costa e o posicionamento contrário do presidente Celso Machado).
Descontos por faltas e direito ao 13º salário
O Projeto de Resolução nº 64/2026 também trouxe duas novas regras importantes para o bolso dos vereadores:
1. Punição para faltosos: A ausência injustificada do parlamentar em uma sessão ordinária resultará em um desconto automático de R$ 2.000,00 no subsídio.
2. Garantia de 13º salário: Foi aprovado o pagamento do décimo terceiro salário para os vereadores, a ser quitado anualmente junto com o pagamento de dezembro.
Críticas e polêmicas na votação em regime de urgência
A tramitação acelerada dos projetos gerou forte descontentamento por parte de alguns parlamentares.
O vereador Samir Ali criticou o reajuste imediato dos secretários, alegando inconstitucionalidade por promover alterações remuneratórias durante a legislatura em curso (embora a matéria tenha recebido parecer favorável da CCJR). Sobre o salário dos vereadores, ele defendeu que o aumento deveria ser gradual, apontando que o município possui outras prioridades.
O presidente da Casa, Celso Machado, também teceu críticas à pressa da votação: "Não havia necessidade de colocar essa matéria para votação agora. Poderia muito bem ser apreciada no último ano da legislatura", declarou.
Texto: Redação