O homem flagrado por câmeras de segurança chutando a própria filha, de apenas 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, foi preso preventivamente após o avanço das investigações da Polícia Civil. Embora o vídeo da agressão tenha causado indignação nas redes sociais, ele não foi detido imediatamente porque, no momento em que as imagens vieram a público, já não havia mais situação de flagrante.
A agressão aconteceu no domingo (5), mas a mãe da criança só registrou boletim de ocorrência na terça-feira (7), depois de tomar conhecimento do vídeo que circulava na internet. No dia seguinte, o investigado compareceu espontaneamente à delegacia, prestou depoimento e foi liberado, já que a legislação prevê prisão em flagrante apenas quando o crime está sendo cometido ou logo após sua prática.
As investigações, no entanto, continuaram. Segundo a Polícia Civil, surgiram indícios de que o enteado do suspeito, um menino de 5 anos, também teria sido vítima de agressões anteriores. A criança apresentava marcas no rosto, e a suspeita é de que tenha sido agredida com um cinto ou um pedaço de madeira.
Diante das novas evidências, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. A Justiça acolheu o pedido e expediu o mandado de prisão na quinta-feira (9). O homem passou por audiência de custódia e permanece preso na cadeia pública de Francisco Beltrão, sem previsão de soltura. A defesa é realizada pela Defensoria Pública.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva foi decretada para garantir a segurança das vítimas e permitir que testemunhas possam relatar outros possíveis episódios de violência sem receio de represálias.
As imagens mostram o homem caminhando com a filha e o enteado quando, repentinamente, desfere um chute na menina, que cai no chão. Um homem que presenciou a cena tentou intervir, mas foi confrontado pelo agressor. Em seguida, a criança se levanta e continua caminhando com ele. Conforme a polícia, a menina não sofreu ferimentos.
O homem que tentou impedir a agressão foi identificado como o empresário José Fernandes. Ele afirmou que foi ameaçado pelo suspeito ao tentar defender a criança. Depois do ocorrido, procurou imagens das câmeras de segurança, que se tornaram fundamentais para o início da investigação.
Durante o inquérito, a Polícia Civil ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio da criança. Os familiares do investigado, que vivem em Santa Catarina, ainda não prestaram depoimento, mas poderão ser chamados para colaborar com as investigações.
Em depoimento à polícia, o suspeito afirmou que chutou a filha porque ela estava chorando. Segundo os investigadores, ele demonstrou arrependimento e chorou durante o interrogatório.
Como o investigado está preso, o inquérito policial deverá ser concluído em até 10 dias, prazo que poderá ser prorrogado caso haja necessidade de novas diligências.
Texto: Redação Ei Rondônia