A defesa de Vitória Caroline de 29 anos, adotou uma nova linha jurídica após a justiça de Rondônia converter a prisão em flagrante da jovem em prisão preventiva. Os advogados anexaram ao processo relatórios clínicos detalhados para tentar comprovar um quadro psiquiátrico crônico antes do atropelamento e morte do aposentado Odair Brustolin, 68 anos.
O que dizem os laudos apresentados:
TRANSTORNOS: De acordo com os registros, a investigada convive com transtorno afetivo bipolar e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em tratamento contínuo desde 2022 para controle de oscilações de humor.
MEDICAÇÃO: Os documentos apontam o uso de remédios controlados como Divalproato de Sódio, Olanzapina, Clonazepam (Rivotril) e Fluoxetina.
HISTÓRICO PESSOAL: O relatório cita um histórico de adoção aos 2 anos de idade, precedido por abandono materno, maus-tratos e desnutrição, apontando um quadro de vulnerabilidade emocional. Ela está no 5º período da faculdade de Medicina.
Com esses relatórios, a defesa busca justificar a tese de "surto psicótico" durante a instrução criminal. No entanto, a promotoria, a família da vítima e a opinião pública em Porto Velho contestam a narrativa com firmeza.
A acusação reforça que a conduta de Vitória que exigiu que a família se ajoelhasse perante ela e esmagou o idoso contra a parede do banheiro após ele explicar que não conseguia por dores crônicas no joelho demonstrou total consciência.
Os áudios enviados por ela logo após o crime e a tentativa de se esconder na casa de um amigo para camuflar os danos do carro reforçam os indícios de premeditação e fuga calculada. A suspeita segue presa e responde por homicídio qualificado. Nas redes, os moradores continuam cobrando rigor máximo para que o suposto parentesco influente da jovem com um magistrado local não resulte em impunidade.
Texto: Gazeta Rondônia