A decisão do Governo de Rondônia de determinar a saída da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes da administração do Hospital Regional de Vilhena provocou preocupação entre autoridades e profissionais da saúde. A medida foi oficializada por meio do Ofício nº 36.427, encaminhado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que determina a desocupação imediata das instalações da unidade hospitalar.
Segundo o documento, a parceria entre o Estado e a entidade não será renovada após o encerramento do terceiro termo aditivo, que teve vigência entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026.
De acordo com a Sesau, a decisão foi motivada por supostas inconformidades administrativas, operacionais, assistenciais, patrimoniais e financeiras, consideradas suficientes para interromper a continuidade da parceria.
Apesar de informar que serão adotadas medidas para garantir uma transição regular da gestão do hospital, o ofício não apresenta detalhes sobre como ocorrerá a substituição da administração nem informa qual instituição assumirá os serviços.
Prefeito critica decisão e alerta para riscos aos pacientes
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori Cordeiro, criticou duramente a decisão do Governo do Estado. Em entrevista ao site Extra de Rondônia, afirmou que a determinação coloca em risco o funcionamento da unidade e pode comprometer o atendimento aos pacientes.
Segundo o prefeito, o documento representa uma medida grave por não apresentar planejamento para a continuidade dos serviços hospitalares.
Flori declarou que a decisão “significa uma pena de morte para pacientes internados na UTI e para casos graves atendidos no hospital”, defendendo a responsabilização dos autores da determinação.
Hospital atende toda a região
Ainda conforme o prefeito, a Santa Casa mantém mais de 400 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais, além de contratos com fornecedores de medicamentos, equipamentos e insumos essenciais para o funcionamento do Hospital Regional de Vilhena.
A preocupação é que uma mudança sem planejamento possa afetar o atendimento da população de Vilhena e dos municípios da região, especialmente nos serviços de urgência, emergência e terapia intensiva.
Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde não divulgou informações detalhadas sobre o cronograma da transição nem esclareceu qual será o modelo de gestão adotado após a saída da Santa Casa.
Texto: Redação