A Venezuela vive uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na tarde desta quarta-feira (24). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou uma avaliação preliminar indicando que o número de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil pessoas, com possibilidade de a cifra ultrapassar esse patamar.
Segundo o órgão norte-americano, há elevada probabilidade de ocorrência de “alto número de vítimas e danos extensos”, cenário que caracteriza um desastre de grandes proporções e impacto generalizado. A estimativa faz parte do sistema automático de monitoramento do USGS, que considera fatores como magnitude dos tremores, profundidade, densidade populacional e vulnerabilidade das edificações.
Os terremotos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença. O primeiro atingiu a região próxima a San Felipe, com magnitude 7,2 e profundidade de aproximadamente 22 quilômetros. Logo em seguida, um segundo e mais intenso abalo, de magnitude 7,5, foi registrado nas proximidades de Yumare, a apenas 10 quilômetros de profundidade, aumentando significativamente o potencial destrutivo.
Em Caracas, capital venezuelana, diversos edifícios desabaram ou sofreram danos severos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram momentos de pânico, correria nas ruas, nuvens de poeira e equipes de resgate atuando entre os escombros. Autoridades locais mobilizaram bombeiros, policiais e equipes de emergência para atender as áreas mais atingidas.
Os tremores foram sentidos em grande parte do norte da América do Sul e em países do Caribe. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para algumas regiões caribenhas, mas posteriormente foi cancelado pelas autoridades competentes.
Até o momento, o governo venezuelano ainda não divulgou um balanço oficial consolidado de mortos e feridos. As operações de busca e resgate seguem durante a madrugada, enquanto especialistas alertam para a possibilidade de réplicas nas próximas horas.
Texto: Redação