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Adepará interdita abatedouro de suíno clandestino no município de Bragança

Operação de fiscalização ocorreu nos dias 18 e 19 deste mês nos municípios de Bragança e Tracuateua, Nordeste do Pará

19/06/2026 às 15h47
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), por meio do seu Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (GATTO), interditou um abatedouro clandestino de suínos que operava sem condições de higiene no município de Bragança, Nordeste do Pará.

O local operava sem qualquer tipo de licença ou controle oficial. Os fiscais encontraram condições insalubres e de risco sanitário em todas as etapas da produção, desde a criação dos animais até o abate e armazenamento da carne. A criação era feita sem cadastro ou acompanhamento técnico, em desacordo com as normas ambientais e sanitárias. O estabelecimento foi interditado imediatamente e os responsáveis foram autuados pelas irregularidades encontradas na área.

A operação foi coordenada pelo Fiscal Estadual Agropecuário Gustavo Amaral, que faz um alerta para o consumo de carne sem procedência. “O grande perigo do abate clandestino reside na transmissão de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e de zoonoses, que é uma enfermidade que os animais transmitem aos seres humanos. Sem a inspeção antes e depois do abate, como exame que detecta se o animal estava doente, o consumo dessa carne clandestina torna-se altamente perigoso”, destaca.

Gustavo explica, ainda, que a falta de registro nos órgãos oficiais impede que o consumidor saiba a procedência da carne, transformando o comércio ilegal em um grave problema de saúde coletiva.

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Além do município de Bragança, os agentes fiscais também estiveram no município de Tracuateua, onde realizaram fiscalização de rotina em propriedades rurais e vias de trânsito. As atividades em Tracuateua tiveram caráter preventivo e de monitoramento, assegurando que os produtores regularizados sigam cumprindo as normas de manejo, transporte e sanidade animal exigidas pelo Estado.

A operação de fiscalização encerrou nesta sexta-feira (19), e foi realizada em parceria com o Ministério Público de Bragança, Grupo de Apoio Operacional Técnico (GATI), do Ministério Público do Estado e Polícia Civil.

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