O calendário de aplicação da Prova Paulista do 2º bimestre começa nesta terça-feira (16) nas mais de 5 mil escolas da rede estadual. Na segunda edição do ano da avaliação formativa, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai adotar, de maneira inédita, uma versão acessibilizada da prova para alunos elegíveis da educação especial a partir do 4º ano do Ensino Fundamental para os componentes de língua portuguesa e matemática.
A Prova Paulista acessível mantém os mesmos conteúdos do modelo padrão, mas é elaborada com uma linguagem adaptada ao estudante com deficiência. Nesse formato, os enunciados são mais claros e objetivos, o que facilita o acesso, a compreensão e a participação dos alunos elegíveis ao recurso. Outra estratégia é a utilização de recursos visuais ampliados e apoio pictográfico quando necessário.
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Para aqueles que necessitam de acessibilidade comunicacional, a Seduc-SP oferece apoios e recursos já utilizados no contexto escolar, como o auxílio do professor interlocutor de Libras, ledor (profissional capacitado para realizar a leitura de textos), sala extra e tempo adicional para realização das provas.
A adaptação das provas para alunos elegíveis da educação especial garante uma análise mais precisa da aprendizagem de todos os estudantes matriculados na rede estadual paulista.
“A acessibilização da Prova Paulista representa a materialização de um compromisso que vai além da legislação: é a tradução prática dos princípios da educação inclusiva em instrumentos de avaliação. Adaptações relacionadas à linguagem simples e recursos de acessibilidade não comprometem o rigor da avaliação. Ao contrário, ampliam a validade e representam o reconhecimento de que cada estudante tem um modo próprio de aprender. Dessa forma garantimos que todos possam demonstrar o que realmente aprenderam. Esse é o verdadeiro sentido da inclusão”, explica Ana Paula Oliveira, consultora especialista em Políticas Educacionais Inclusivas da Seduc-SP.
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No 2º bimestre, a Prova Paulista segue a estrutura definida pela rede em 2026, com provas em formato impresso para 2,2 milhões de estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. As questões são construídas a partir das matrizes e aprendizagens previstas para cada etapa de ensino e componente curricular. Todos os itens são de múltipla escolha, com quatro alternativas para o Ensino Fundamental e cinco para o Ensino Médio. O cronograma de aplicação vai até 19 de junho.
Para a avaliação das disciplinas das 2ª e 3ª séries dos itinerários formativos (por área do conhecimento e do ensino técnico profissionalizante) e da expansão do noturno do Ensino Médio, a Prova Paulista mantém o formato digital a partir do acesso à Sala do Futuro.
As unidades de ensino têm autonomia para utilizar a nota da Prova Paulista na composição de até 30% da média do 2º bimestre dos estudantes.
“A Prova Paulista é uma ferramenta fundamental para acompanhar a aprendizagem dos nossos estudantes e apoiar o trabalho das escolas. A partir dos resultados, conseguimos identificar avanços, reconhecer desafios e direcionar ações pedagógicas mais efetivas, garantindo que cada aluno tenha a oportunidade de desenvolver as habilidades previstas para sua etapa de ensino. Mais do que uma avaliação, a Prova Paulista é um instrumento que orienta decisões e fortalece o processo de ensino e aprendizagem em toda a rede”, destaca o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.
Além do diagnóstico da aprendizagem dos estudantes da rede, a Prova Paulista do 2º bimestre também é etapa seletiva da Olimpíada Interpreta SP (Olisp). Serão classificados para a fase de provas, agendada para a agosto, 30% dos alunos, de acordo com o ano/série e o município, que obtiverem as maiores pontuações nas questões de língua portuguesa.
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