Dos 48 países com times na Copa do Mundo do Canadá, Estados Unidos e México, a rede estadual de ensino concentra 5.366 estudantes nascidos em 43 deles — incluindo o Brasil. A partir deste mês, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) disponibiliza na plataforma SPeak aulas de língua portuguesa para alunos migrantes internacionais. O curso ficará disponível automaticamente para 13 mil estudantes nascidos fora do Brasil.
Entre os países com times na Copa, na rede estadual só não há estudantes nascidos em Curaçao, Noruega, Uzbequistão, República Tcheca e Suécia. Dos países que o Brasil enfrenta na primeira fase do mundial, há 2.465 haitianos (a maioria entre os 5.366 alunos) e 76 marroquinos.
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Na Escola Estadual Plínio Barreto, localizada no Belenzinho, zona leste da capital paulista, há estudantes de quatro nacionalidades representadas no mundial, duas delas que enfrentam o Brasil na primeira fase da Copa do Mundo, Marrocos e Haiti. Japão e Paraguai completam os países de origem dos alunos da escola.
O estudante marroquino Billy Elhoraichi, de 17 anos de idade, chegou a São Paulo em abril de 2024. Hoje matriculado na 3ª série do Ensino Médio, ele já tem planos para o futuro: “Quero ser um anestesista porque acho que é uma profissão muito legal. Tenho bons professores, que me ajudam nas aulas, mas nossos sonhos dependem da gente mesmo”.
Sobre a torcida durante a Copa do Mundo, apesar da mudança de país, o time do coração continua o mesmo. “Na Copa, vou torcer para o Marrocos, porque mesmo mudando de país, não significa que vou mudar a minha identidade e a minha nacionalidade. Sou marroquino e tenho orgulho disso”, diz o estudante, que palpita que seu país vencerá o Brasil por 2 a 1 no próximo sábado (13), na estreia dos dois países pela Copa do Mundo.
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Enquanto o aluno marroquino mantém a torcida para o time de seu país de origem, Samantha Airi Umeki, japonesa de 13 anos de idade, e Gabriel Garay Aguayo, paraguaio de 15 anos de idade, declaram sua torcida para o Brasil. Moises Daniel, haitiano de 12 anos de idade, tem em Vini Jr. seu jogador preferido no time brasileiro e diz que só não vai torcer para o Brasil em uma disputa, a marcada para o dia 19 de junho: “No jogo entre Brasil e Haiti, vou torcer para o Haiti”.
Mais de 1,5 milhão de estudantes da rede estadual de ensino matriculados do 7º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio acessam a plataforma SPeak para estudo complementar de língua inglesa. A ferramenta de aprendizagem apoia os estudantes no desenvolvimento de leitura, escrita, escuta e conversação. A partir deste mês, os estudantes estrangeiros matriculados nos mesmos anos também terão a opção do curso de língua portuguesa na mesma plataforma.
A plataforma disponibiliza automaticamente o curso para alunos migrantes internacionais. Para dar início às aulas, basta que os estudantes alternem o idioma em seu perfil, dentro do ambiente de aprendizagem — inglês continuará disponível, basta alternar na hora da aula. Professores coordenadores da área de linguagens das 91 Unidades Regionais de Ensino (UREs) passaram por formação sobre o assunto e são os responsáveis por replicar as orientações para as escolas estaduais que recebem esses alunos.
O acesso ao SPeak para alunos da rede estadual é feito por meio do aplicativo Sala do Futuro.
Observação: Alunos nascidos na Escócia ou na Inglaterra podem estar registrados como Reino Unido
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