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Justiça TST

Maria de Nazaré Rocha pode ser a 1ª ministra do TST da Região Norte

Desembargadora do TRT-8 liderou a votação da lista tríplice e agora aguarda a decisão do presidente Lula. Se confirmada, será a primeira representante da Amazônia a ocupar uma cadeira no Tribunal Superior do Trabalho.

11/06/2026 07h19
Por: Rodrigo Moraes
Site: Portaldebate
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A desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (Pará e Amapá), está mais perto de alcançar um feito inédito na história da Justiça brasileira. Integrante da lista tríplice aprovada pelo Pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a magistrada poderá se tornar a primeira representante da Região Norte a assumir uma cadeira como ministra da mais alta Corte trabalhista do país.

A lista foi definida durante sessão realizada em 27 de maio de 2026. Agora, a escolha final ficará a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caso seja nomeada e tenha a indicação aprovada pelo Senado Federal, Maria de Nazaré marcará um momento histórico para a magistratura da Amazônia.

Com mais de 30 anos dedicados à Justiça do Trabalho, a desembargadora conquistou o primeiro lugar na votação realizada pelos ministros do TST, recebendo 16 votos. Esta é a segunda vez consecutiva que seu nome integra a lista tríplice para o cargo. Na seleção anterior, ela ficou na segunda colocação.

Ao comentar a indicação, Maria de Nazaré destacou que o reconhecimento representa a valorização de uma trajetória construída com foco na justiça social e no acesso à Justiça para as populações mais vulneráveis.

Sua carreira foi desenvolvida em diversas regiões da Amazônia, com atuação em municípios como Breves e Castanhal, no Pará, além de Laranjal do Jari e Macapá, no Amapá. A experiência em localidades marcadas por desafios sociais e geográficos contribuiu para consolidar sua visão humanizada da magistratura.

Além da atuação jurisdicional, a desembargadora também se destacou em iniciativas voltadas à promoção da igualdade, dos direitos humanos e ao combate ao assédio moral e sexual no ambiente institucional. Ela participou de comissões de incentivo à participação feminina na Justiça do Trabalho e coordenou ações voltadas à prevenção e enfrentamento de práticas abusivas dentro do Judiciário.

Outro ponto marcante de sua trajetória é a participação em projetos de Justiça itinerante, levando serviços judiciais a comunidades distantes e populações em situação de vulnerabilidade. Segundo a magistrada, a atuação do Judiciário deve ir além dos processos e manter contato direto com a realidade vivida pelos cidadãos.

Se confirmada no cargo, Maria de Nazaré Medeiros Rocha ampliará a representatividade da Região Norte nos tribunais superiores e levará para o TST a experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na defesa dos direitos sociais e trabalhistas da população amazônica.

Texto: Redação 

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