PORTO VELHO, RO — O clima de terror e insegurança que assombra as mulheres da capital rondoniense ganhou um novo e dramático capítulo. Diante de um cenário de guerra urbana contra o público feminino — marcado por um salto estarrecedor de 112% nos casos de feminicídio —, a Câmara Municipal de Porto Velho foi forçada a agir às pressas. Em uma sessão extraordinária tensa, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 5069/2026, que autoriza imediatamente a comercialização e o porte de sprays de pimenta (oficialmente classificados como displays de extratos vegetais) para o público feminino.
A medida desesperada, que entrou em vigor de forma imediata no município, reflete o pânico que tomou conta das ruas. O projeto, que nasceu no Poder Executivo Municipal e pegou carona em uma mobilização semelhante na Assembleia Legislativa do Estado, transforma o que antes era um item restrito em uma "ferramenta essencial de sobrevivência".
"A capital enfrenta índices alarmantes de insegurança e violência de gênero", disparou a vereadora Sofia Andrade durante a votação, deixando claro que o armamento com spray não é mais um capricho, mas a última linha de defesa entre a vida e a morte para milhares de cidadãs.
Parlamentares como Thiago Tezzari e Dr. Santana também engrossaram o tom de alerta, reforçando que a integridade física das mulheres de Porto Velho está sob constante ameaça. Enquanto a nova lei promete transformar bolsas e bolsos femininos em verdadeiros coldres de defesa química, a população se pergunta: até onde vai a escalada da violência que obriga a sociedade a se armar com pimenta para não virar estatística?
Texto: Redação