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Planejamento sob medida orienta a cirurgia plástica segura
Com mais de três décadas de atuação no interior fluminense, o Dr. Leopoldo Menezes detalha como anatomia, histórico clínico e expectativas definem a escolha de técnicas e de recursos tecnológicos na cirurgia plástica, em um país que somou 2,36 mil...
28/10/2026 13h22
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Agência Dino

O Brasil realizou 2,36 milhões de cirurgias plásticas estéticas em 2025 e manteve a liderança mundial nesse tipo de procedimento, com 13,2% de todas as operações registradas no planeta, segundo a pesquisa global da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Apenas na categoria de corpo e membros, que abrange a lipoaspiração, o país contabilizou cerca de 746 mil procedimentos, atrás somente dos Estados Unidos. Diante desse volume, ganha peso a noção de que o resultado começa no consultório, com um planejamento feito para a anatomia e as expectativas de cada paciente.

Cirurgião plástico há mais de 30 anos em Volta Redonda (RJ), o Dr. Leopoldo Menezes parte dessa premissa ao conduzir a avaliação inicial. "A primeira coisa que procuro entender é que resultado aquele paciente deseja alcançar e quais são as possibilidades reais que sua anatomia oferece. Avalio a qualidade da pele, a distribuição de gordura, a estrutura muscular, as proporções corporais e, naturalmente, o histórico clínico", afirma. Para ele, a análise atual vai além de apontar excesso de gordura ou flacidez. "Precisamos compreender como os tecidos se comportam e como podemos utilizar diferentes técnicas e tecnologias para obter um resultado mais harmônico", frisa.

A consulta como ponto de partida

O médico atribui à conversa inicial um papel decisivo no processo. "Eu considero a consulta uma etapa estratégica da cirurgia. É nela que começamos a definir não apenas o procedimento, mas toda a abordagem que será utilizada", explica. Após ouvir o paciente e examiná-lo, ele apresenta as modificações possíveis, as técnicas indicadas e o papel de cada recurso naquele caso. "Faço questão de explicar também as limitações, os riscos e a recuperação. A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas não elimina as características individuais nem permite garantir um resultado específico. O paciente precisa compreender o que vamos fazer, por que escolhemos aquela abordagem e quais benefícios podemos buscar com ela", reitera o Dr. Leopoldo Menezes.

A transparência nessa fase encontra respaldo na literatura científica. Uma revisão sistemática publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) identificou o prontuário bem formulado, o termo de consentimento informado e a consulta pré-anestésica como medidas de base mais sólidas para a segurança do paciente.

Recursos tecnológicos que atuam de forma complementar

"A tecnologia é uma das áreas que mais evoluíram na cirurgia plástica", observa o especialista sobre os equipamentos de sua rotina. O VASER é um exemplo de tecnologia que utiliza energia ultrassônica para emulsificar a gordura, o que simplifica sua remoção e permite um trabalho mais seletivo em regiões que exigem definição. O MicroAire é um sistema de lipoaspiração assistida por vibração, que facilita o movimento da cânula e amplia o controle na retirada da gordura. Já o Quantum, tecnologia de radiofrequência, promove a contração dos tecidos e contribui para a retração da pele em pacientes selecionados.

"Outro recurso muito importante é o ultrassom diagnóstico. Ele nos permite visualizar estruturas anatômicas em tempo real, identificar diferentes planos de tecidos e orientar determinadas manobras cirúrgicas com maior precisão", detalha. "O mais interessante é que essas tecnologias não competem entre si. Elas podem se complementar, porque cada uma atua sobre um aspecto diferente do procedimento". O cirurgião ressalta, porém, que "é o conhecimento anatômico e a experiência do cirurgião que determinam como combinar esses recursos, respeitando suas indicações e seus limites de segurança".

Da preparação ao pós-operatório

"Uma das grandes preocupações da cirurgia plástica moderna é conseguir resultados expressivos com o menor trauma cirúrgico necessário", pondera. Sobre o conforto na recuperação, o médico faz uma ressalva: "Não podemos afirmar que a utilização de uma tecnologia, por si só, torne a recuperação mais rápida ou menos dolorosa. Isso depende da extensão da cirurgia, da técnica empregada, das condições clínicas e da resposta individual de cada paciente", considera o Dr. Leopoldo Menezes.

A jornada descrita por ele inclui planejamento, preparação com exames e identificação de fatores de risco, cirurgia e acompanhamento posterior. Na clínica, essa última fase reúne acompanhamento médico e fisioterapia especializada quando indicada, além de orientações sobre mobilização, cuidados com as incisões, uso de malhas, sinais de alerta e retorno progressivo às atividades. "É importante compreender que o resultado não aparece completamente no momento em que a cirurgia termina. Ele evolui com a cicatrização, a acomodação dos tecidos e a redução do edema. Por isso, não vejo o pós-operatório como uma etapa secundária. Ele é parte essencial do tratamento".

Experiência e naturalidade

As projeções da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) para 2026 indicam preferência por refinamento e preservação no lugar de grandes transformações, movimento que o cirurgião também percebe no consultório. "Acredito que a verdadeira evolução não está em fazer cirurgias cada vez maiores ou transformações exageradas. Está em conseguir identificar exatamente o que precisa ser tratado e escolher a combinação de técnicas e tecnologias mais adequada", avalia.

A própria ISAPS recomenda que a escolha recaia sobre um cirurgião plástico especializado, certificado e experiente no procedimento, critério que o Dr. Leopoldo Menezes considera central. "O paciente não deve buscar apenas um equipamento moderno ou uma técnica que esteja em evidência. Ele deve buscar um cirurgião que compreenda profundamente a anatomia, domine os recursos disponíveis e saiba indicar aquilo que realmente faz sentido para seu caso", resume. "A tecnologia amplia o que podemos fazer. O conhecimento médico determina o que devemos fazer. E a naturalidade é uma das principais expressões de um resultado bem planejado", conclui.

Para mais informações, basta acessar: http://drleopoldomenezes.com.br/