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Município VerdeAzul apoia cidades paulistas no planejamento de ações contra riscos climáticos

Entre os 98 municípios certificados no ciclo 2025/2026, 81 desenvolveram medidas em áreas de risco e 62 apresentaram estudos ou planos para reduzir...

26/10/2026 às 06h56
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Esses instrumentos ajudam as prefeituras a identificar quais áreas estão mais expostas a riscos, quem pode ser mais afetado e quais medidas precisam ser planejadas Foto: Divulgação/Governo de SP
Esses instrumentos ajudam as prefeituras a identificar quais áreas estão mais expostas a riscos, quem pode ser mais afetado e quais medidas precisam ser planejadas Foto: Divulgação/Governo de SP

Chuvas intensas, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos exigem que as cidades estejam preparadas para reduzir riscos e proteger a população. Com a Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027, lançada pelo Governo de São Paulo, a preparação dos municípios ganha ainda mais importância. Nesse contexto, o Programa Município VerdeAzul (PMVA), coordenado pela Diretoria de Planejamento Ambiental (DPLA), da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), orienta e apoia as prefeituras na identificação de riscos e no planejamento de ações de adaptação às mudanças climáticas.

No ciclo 2025/2026, entre os 98 municípios certificados pelo programa, 81 desenvolveram medidas estruturais ou não estruturais em áreas de risco sob administração municipal. Além disso, 62 apresentaram levantamentos e análises de riscos climáticos e/ou planos municipais de redução de riscos e 21 apresentaram planos de adaptação e resiliência climática.

Esses instrumentos ajudam as prefeituras a identificar quais áreas estão mais expostas a riscos, quem pode ser mais afetado e quais medidas precisam ser planejadas. A partir desse diagnóstico, o município pode orientar suas ações de prevenção e preparar melhor a estrutura pública para situações de emergência.

O PMVA tem 10 áreas de atuação, chamadas de diretivas. Uma delas é a de Adaptação às Mudanças Climáticas, que orienta e apoia os municípios na organização de ações de acordo com suas características e necessidades. Isso significa considerar, por exemplo, os riscos para o meio ambiente, a infraestrutura urbana e as populações mais vulneráveis.

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Os dados do mesmo ciclo mostram que 86 municípios certificados comprovaram ter Defesa Civil ou estrutura com atribuição semelhante, enquanto 71 demonstraram contar com Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil. Essas estruturas são importantes para organizar ações de prevenção e coordenar a atuação local diante de situações críticas.

A preparação também envolve a educação e o planejamento urbano. Entre os municípios certificados, 80 realizaram atividades educativas sobre mudanças climáticas e redução de riscos e desastres no ensino fundamental e 75 apresentaram legislação municipal voltada à sustentabilidade urbana, com incentivo a padrões construtivos que ajudem a reduzir os impactos do calor e das chuvas intensas nas edificações.

Para Márcia Itani, diretora de Planejamento Ambiental da Semil, considerar os riscos climáticos no planejamento municipal ajuda as cidades a definir prioridades e se antecipar a situações de emergência. “A preparação para eventos climáticos extremos começa antes da emergência. Quando o município identifica suas áreas de risco e considera os impactos das mudanças do clima no planejamento, consegue definir melhor onde agir e quais medidas precisam ser priorizadas. O Município VerdeAzul apoia as prefeituras nesse processo e fortalece a adaptação climática na gestão municipal”, afirma.

A agenda climática do programa foi fortalecida pela Resolução Semil nº 36/2024, que incentiva políticas públicas municipais de adaptação e resiliência aos impactos das mudanças do clima.

Sobre a Operação SP Sempre Alerta – El Niño

Lançada pelo Governo de São Paulo em 15 de outubro, a Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027 amplia as ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor, estiagens e incêndios florestais. A iniciativa substitui a tradicional Operação Chuvas e prevê monitoramento permanente, boletins meteorológicos diários e classificação de risco em quatro níveis: verde (observação), amarelo (atenção), laranja (alerta) e vermelho (emergência). A atuação integrada dos órgãos estaduais e instituições parceiras busca antecipar riscos, fortalecer a preparação e orientar as medidas necessárias à proteção da população.

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