A Polícia Civil concluiu a primeira etapa de análise dos materiais apreendidos na Operação Vérnix e encaminhou à Justiça um relatório complementar que resultou no indiciamento de sete pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais. Com base nas novas provas reunidas, os investigadores também solicitaram a ampliação do bloqueio de bens, o sequestro de veículos e a custódia judicial de joias e relógios apreendidos durante a ação.
A operação foi deflagrada em 21 de maio pela Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro em espécie, joias, relógios e veículos.
Segundo a Polícia Civil, a análise do material arrecadado reforçou os indícios de autoria e a materialidade dos crimes investigados. Os investigadores identificaram que o grupo continuava em atividade no momento da operação e estaria promovendo a reestruturação de empresas supostamente utilizadas para ocultar patrimônio e recursos financeiros.
As apurações também apontaram indícios da utilização de novas pessoas jurídicas, movimentações patrimoniais recentes e mecanismos alternativos para circulação de valores, incluindo operações com ativos virtuais.
Além dos sete indiciamentos, a Polícia Civil apresentou novas representações ao Poder Judiciário. Entre as medidas solicitadas estão a ampliação dos bloqueios patrimoniais e o compartilhamento de informações com a Polícia Federal após a identificação de indícios relacionados a possíveis crimes tributários.
As investigações prosseguem com a análise gradual dos materiais apreendidos e não estão descartadas novas medidas judiciais e a identificação de outros envolvidos no esquema.
Deflagrada em 21 de maio deste ano pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, a Operação Vérnix investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
As apurações, iniciadas a partir de elementos obtidos em investigações anteriores e aprofundadas ao longo dos últimos anos, identificaram uma estrutura empresarial e patrimonial que teria sido utilizada para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
Na fase ostensiva da ação, a Justiça autorizou prisões, bloqueios milionários de bens e medidas patrimoniais contra os investigados.
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