Política CAOS
VIDAS EM RISCO – Sem dinheiro desde agosto, UTIs podem parar em Rondônia
A saúde pública de Rondônia enfrenta uma situação preocupante, empresas responsáveis por serviços hospitalares essenciais, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e unidades de atendimento de saúde especializado, estão sem receber os repasses do Governo do Estado desde agosto. Com três meses de pagamentos pendentes, a manutenção dos atendimentos corre risco e uma paralisação pode ocorrer a qualquer momento.
22/10/2026 14h33
Por: Redação Fonte: pvh24horas.com
pvh24horas.com

Esse problema atinge também os funcionários dessas empresas, que estão sem receber salários em razão dos atrasos. Os empresários, por sua vez, enfrentam dificuldades para sustentar operações de alto custo, que exigem equipes especializadas, equipamentos e estrutura permanente para garantir o atendimento aos pacientes.

O Governo de Rondônia encaminhou à Assembleia Legislativa – ALE/RO um projeto de lei que prevê a suplementação orçamentária necessária para quitar os valores em atraso. Entretanto, a proposta ainda não conseguiu avançar para votação.

Desde a semana passada, a Assembleia Legislativa enfrenta dificuldades para reunir quórum suficiente para votar matérias. A ausência de deputados e os pedidos de vista também têm impedido o andamento de projetos, entre eles o que pode viabilizar os pagamentos às empresas hospitalares.

Enquanto a pauta permanece travada, a situação se agrava. Agosto e setembro já ficaram para trás, outubro está chegando ao fim e as empresas continuam mantendo serviços essenciais sem receber os recursos devidos pelo Estado.

O risco é de que a crise financeira ultrapasse os limites administrativos e atinja diretamente a população. Caso os prestadores de serviços não consigam manter as operações, UTIs, unidades neonatais e outros setores hospitalares poderão sofrer paralisações, comprometendo atendimentos que não podem ser interrompidos sem consequências graves.

A demora na votação coloca em evidência a urgência de uma solução. Com vidas dependendo do funcionamento desses serviços, o presidente da ALE/RO, Alex Redano (REPUBLICANOS) vem buscando reunir quórum e deliberar sobre os projetos antes que a falta de recursos provoque uma crise ainda maior na saúde pública de Rondônia.

Porém, a sessão plenária pautada para acontecer na manhã desta quinta-feira (22) contou apenas com sete deputados presentes, impossibiltando a votação. Informaçõe coletadas pela reportagem dão conta de que o Governo não se posiciona para os empresarios e  a paralisação pode acontecer a qualquere momento.