A crise na saúde pública de Vilhena ganhou um novo capítulo explosivo. Médicos do Hospital Regional emitiram uma notificação formal informando a manutenção da paralisação parcial ética dos atendimentos não urgentes devido ao atraso nos pagamentos salariais.
O documento, assinado por diversos profissionais da unidade, afirma que os débitos referentes às competências anteriores continuam sem quitação integral, mesmo após reuniões e promessas de regularização feitas pela direção hospitalar, Grupo Chavantes e Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o comunicado, os médicos alegam que foi acordado que os pagamentos seriam regularizados até o dia 30 de maio de 2026. Caso isso não aconteça, a paralisação parcial terá início oficialmente em 1º de junho.
O texto também endurece o tom ao afirmar que a categoria “não aceitará que atrasos remuneratórios passem a ser tratados como rotina institucional”.
Apesar da medida, os profissionais garantem que não haverá abandono de plantão e que os atendimentos de urgência e emergência continuarão funcionando normalmente. Pacientes graves, internados e casos de risco iminente seguirão recebendo assistência.
Outro ponto que chama atenção é a suspensão de novas regulações e encaminhamentos vindos de outros municípios através da CRUE e CEREL, enquanto durar a crise.
Nos bastidores, o clima é de revolta entre os profissionais da saúde, que afirmam estar trabalhando há meses sob sucessivos atrasos salariais. O documento ainda alerta que pagamentos parciais ou seletivos para determinados grupos não serão aceitos pela categoria.
A situação aumenta a pressão sobre a administração da saúde em Rondônia e pode provocar impactos diretos na população que depende do Hospital Regional de Vilhena.
Texto: Redação
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