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Conheça o BRAvO, novo batalhão da PM de SP que usa inteligência e motos para reforçar o policiamento

Com 250 policiais e 150 motocicletas, unidade começou a atuar em 22 de setembro e abordou mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizou 1.659 veículos em um...

06/10/2026 às 09h38
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Secom SP
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Nos sete primeiros dias de funcionamento, o BRAvO prendeu 34 pessoas, das quais oito eram procuradas pela Justiça. Foto: Divulgação/Governo de SP.
Nos sete primeiros dias de funcionamento, o BRAvO prendeu 34 pessoas, das quais oito eram procuradas pela Justiça. Foto: Divulgação/Governo de SP.

O Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO) é uma nova unidade da Polícia Militar de São Paulo criada pelo Governo de São Paulo para reforçar o policiamento em regiões e corredores onde os indicadores apontam maior concentração de roubos e furtos. O modelo combina três elementos: inteligência policial, mobilidade e capacidade de resposta. A atuação começou em 22 de setembro, na capital, e já resultou na prisão de 34 pessoas na primeira semana.

O BRAvO conta com 250 policiais militares e 150 motocicletas empregadas por dia. As equipes são direcionadas conforme a análise de indicadores criminais, mapas de concentração de ocorrências e informações produzidas pelo sistema Muralha Paulista. O batalhão representa maior concentração de força policial nos locais e horários em que os dados apontam maior necessidade de presença, em vez de manter o efetivo fixo em uma única região.

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Nos sete primeiros dias de funcionamento, o BRAvO prendeu 34 pessoas, das quais oito eram procuradas pela Justiça. No período, as equipes também recuperaram três veículos roubados ou furtados, apreenderam cinco celulares, drogas e R$ 5,2 mil em dinheiro. As equipes abordaram mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizaram 1.659 veículos, sendo 1.167 motocicletas e 492 automóveis. As operações realizadas na primeira semana passaram por regiões das zonas Central e Sul da capital.

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Os resultados fazem parte dos indicadores que serão acompanhados continuamente pela Secretaria da Segurança Pública. “O BRAvO usa inteligência para colocar o policial no lugar certo e dar a ele mobilidade para responder com rapidez”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves. “São mais de 3 mil pessoas abordadas e mais de três dezenas de procurados retirados das ruas em apenas sete dias. É um batalhão que chega para reforçar o policiamento da capital e atuar diretamente nos pontos onde os dados mostram maior necessidade.”

Como funciona

O planejamento das operações considera principalmente ocorrências de roubos e furtos, incluindo crimes praticados em vias públicas, casos de quebra-vidro e roubos e furtos de veículos. Também entram na definição das áreas os corredores viários, locais de difícil acesso para veículos maiores, como viaturas, e regiões em que a mobilidade das motocicletas pode representar uma vantagem operacional.

A escolha pelas motocicletas está relacionada justamente à capacidade de circulação. Em congestionamentos, corredores urbanos, vias estreitas e locais de acesso mais difícil, as motos conseguem se deslocar com mais facilidade do que viaturas convencionais. Ainda assim, o BRAvO não substitui o policiamento feito por carros ou outras modalidades da PM: a proposta é acrescentar uma capacidade de deslocamento e concentração rápida de policiais ao sistema já existente.

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A configuração das equipes também varia conforme a missão. Em determinadas operações, uma motocicleta pode transportar dois policiais, no chamado policiamento com garupa. Nessa formação, o policial que vai na garupa pode utilizar armamento longo, como o fuzil, de acordo com a missão e os protocolos da corporação.

“As equipes em motos podem atuar com piloto e garupa, o que permite reunir mobilidade, poder de resposta e apoio tático. A estratégia possibilita ainda o emprego do efetivo em grandes avenidas, regiões de intenso fluxo e pontos de difícil acesso para veículos maiores”, explica a comandante-geralda Polícia Militar, coronel Glauce Cavalli.

Os policiais que integram o BRAvO recebem preparação específica em pilotagem, procedimentos de abordagem e uso proporcional da força. As equipes também contam com Câmeras Corporais Operacionais (COPs), utilizadas como parte dos recursos tecnológicos empregados pela PM.

BRAvO conta com 250 policiais militares e 150 motocicletas empregadas por dia. Foto: Divulgação/Governo de SP.
BRAvO conta com 250 policiais militares e 150 motocicletas empregadas por dia. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Um batalhão com estrutura diferente

Embora seja uma unidade permanente da Polícia Militar, o BRAvO tem um modelo de composição diferente de um batalhão territorial tradicional. Os policiais, motocicletas e outros recursos podem ser mobilizados de diferentes unidades para uma determinada missão e, depois, retornar às suas unidades de origem.

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O modelo reúne experiências de unidades como ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito. A composição é feita de maneira modular, conforme a necessidade identificada pela inteligência e pelos indicadores de criminalidade. Assim, a mesma região que eventualmente disponibiliza parte de seus recursos pode posteriormente receber a concentração do BRAvO quando os dados indicarem essa necessidade.

A coordenação das operações também é integrada ao policiamento já existente. Quando o BRAvO é mobilizado para determinada região, a operação é coordenada pelo comandante do batalhão territorial responsável pela área, permitindo combinar a força mobilizada com o conhecimento das equipes que já atuam naquele território.

Inteligência define onde as equipes vão atuar

Um dos principais elementos do modelo é a utilização de dados para definir o emprego das equipes. O BRAvO recebe informações da inteligência policial e do Muralha Paulista, que reúne dados e mapas de concentração de ocorrências para indicar áreas com maior incidência de crimes.

O programa do Governo de SP conta com 125,5 mil sensores e câmeras espalhados pelo Estado, cujas informações integram as bases utilizadas para orientar o trabalho policial. No caso do BRAvO, esses dados ajudam a identificar regiões e corredores que demandam reforço e permitem redistribuir as equipes conforme a dinâmica das ocorrências.

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O BRAvO começou a operação com 150 motocicletas por dia. Para estruturar a frota, foram adquiridas inicialmente 140 motocicletas, com investimento de cerca de R$ 5,7 milhões, além de motos que já pertenciam à Polícia Militar e passaram a ser empregadas nas operações. A previsão apresentada pela PM é adquirir outras 450 unidades até o fim do ano.

A atuação inicial está concentrada na capital, mas o modelo foi concebido como uma capacidade flexível da Polícia Militar e uma estrutura permanente, que deverá continuar sendo empregada conforme as necessidades identificadas pela análise criminal e pelo planejamento operacional da corporação.

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