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Ferramentas a bateria impulsionam a nova marcenaria
O crescimento da marcenaria como profissão e como hobby no Brasil aproxima amadores e profissionais de equipamentos mais leves, autônomos e versáteis. A Âncora Tools, marca do Âncora Group voltada a ferramentas elétricas e a bateria, detalha o cen...
16/09/2026 16h30
Por: Rodrigo Moraes Fonte: Agência Dino

A procura por atividades ligadas à marcenaria cresceu de forma consistente no Brasil na última década, impulsionada pela formalização de novos negócios e pela chegada de entusiastas que descobriram na madeira uma forma de criar, restaurar e personalizar objetos.

O levantamento do Sebrae Paraná mostra que o número de empresas ativas na fabricação de móveis com predominância de madeira acumula alta de 30,98% nos últimos cinco anos, com avanço de 8,8% apenas em 2021, ano de maior isolamento social na pandemia de covid-19.

Rafael Bernardi, gerente de marketing do Âncora Group, avalia que o setor sempre teve espaço para profissionais e hobbistas, mas que o cenário recente intensificou essa procura. "O que percebemos nos últimos anos, especialmente depois da pandemia, foi uma intensificação desse interesse, principalmente entre os hobbistas", afirma o executivo.

"Com mais tempo em casa, muitas pessoas passaram a se dedicar a novas atividades e descobriram na marcenaria uma possibilidade de aprendizado, criatividade e até de geração de renda extra", completa.

Ferramentas a bateria e a rotina do marceneiro

A modernização dos equipamentos é apontada como outro fator relevante para essa expansão. Bernardi explica que a chegada das ferramentas a bateria trouxe mais autonomia para quem trabalha com madeira, seja em ateliê profissional ou em casa. "Sem a necessidade de estar próximo a uma tomada ou lidar constantemente com cabos, o profissional ganha mais liberdade para se movimentar e organizar o espaço de trabalho", descreve.

Ele cita os sistemas de baterias intercambiáveis, presentes em marcas como a Âncora Tools, nos quais uma mesma bateria alimenta diferentes equipamentos da linha, reduzindo a necessidade de vários carregadores. Segundo ele, houve avanço também em ergonomia, já que os equipamentos tendem a designs mais compactos e as baterias de íons de lítio não possuem efeito memória, ou seja, podem ser recarregadas a qualquer momento sem comprometer sua capacidade ao longo do tempo, equilibrando autonomia, desempenho e praticidade.

Escolha das primeiras ferramentas exige planejamento

Para quem está começando na marcenaria, o primeiro passo indicado por Bernardi é entender quais trabalhos pretende realizar antes de montar uma oficina completa. "Investir gradualmente, conforme a necessidade e a evolução das habilidades, permite conhecer melhor cada equipamento e evita gastos desnecessários com ferramentas que talvez não sejam utilizadas com frequência", orienta.

Ele acrescenta que a busca por equipamentos com bom desempenho, durabilidade e assistência técnica faz diferença no aprendizado e no resultado, assim como ergonomia e recursos de segurança, já que uma ferramenta adequada precisa entregar controle além de potência.

Do móvel em escala ao projeto artesanal

O portfólio para marcenaria reúne plainas elétricas, lixadeiras a bateria, serras tico-tico, tupias, serras circulares e parafusadeiras, em linhas que vão do uso esporádico a trabalhos pesados e contínuos. De acordo com Bernardi, há diferença entre os equipamentos para quem produz móveis em maior escala e para quem atua de forma mais artesanal.

"Um profissional que produz móveis em maior escala normalmente precisa priorizar produtividade, velocidade e repetibilidade", pontua, ao passo que marcenarias voltadas a peças personalizadas costumam demandar mais controle e versatilidade para diferentes acabamentos. Muitos equipamentos, porém, atendem aos dois perfis, e o volume de trabalho e a precisão exigida em cada projeto é que definem a escolha ideal.

Tendências para os próximos anos

Olhando para o futuro do setor, Bernardi projeta a consolidação das ferramentas a bateria dentro da marcenaria, inclusive entre profissionais que atuam em maior escala e vêm modernizando seus equipamentos.

"Acredito que veremos ferramentas para marcenaria cada vez mais ergonômicas, compactas e tecnológicas, sem abrir mão de desempenho", ressalta. Para ele, a evolução das baterias intercambiáveis deve seguir facilitando a rotina do profissional, caminho que aproxima a marcenaria brasileira de uma produção conectada à tecnologia sem perder qualidade no resultado final.

Esse cenário mostra como o setor caminha lado a lado com a evolução das ferramentas disponíveis, unindo profissionais experientes e novos entusiastas em torno da madeira.

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